Malditos Remanis e sua adrenalina punk rock

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Malditos Remanis fazendo punk rock ao vivo é adrenalina pura

Nascida no subúrbio da capital cearense a banda Malditos Remanis traz em sua performance o grito libertário da periferia e suas várias deficiências. A banda conta com quase 10 anos de existência, já se apresentou em diferentes casas de shows, praças, bares, festivais, nas ruas da cidade de Fortaleza e regiões metropolitanas sempre motivando a galera a ocupar com rodas punks todo tipo de espaço.

Ainda lembro a 1º vez que vi esses caras tocando ao vivo, era um festival na Toca Good Garden e eles começaram já tocando com tanta força e rapidez que eu não consegui acompanhar, meu cérebro tentou processar e não deu, foi adrenalina demais, restou bater cabeça sem saber se existiria algo quando eles terminassem. Desde a primeira impressão, não importa quantas vezes eu veja eles ao vivo, tô lá junto de uma platéia inteira impactada. Esses caras são inacreditáveis derretendo ao som do mais puro Punk Rock das canções viscerais e autênticas de seu primeiro álbum intitulado “Proibido Nesse Local” lançado em 2013.

Além do álbum, a banda lançou o Vídeo Clipe do single Eu Tinha Uma Bia” que você pode conferir no canal deles no Youtube. Para noticias e agenda atualizadas confira a fanpage oficial da banda aqui.

Agora para saber curiosidades a respeito da banda e conhecê-la um pouco melhor se liga na conversa entre a #RPAlternativo e os Malditos Remanis a seguir…

 

E ai, galera! Pra começar, como vocês se conheceram e como decidiram formar a banda?

Os integrantes, tanto os que passaram quanto os atuais já se conheciam através de curtições e festivais por morarem no mesmo bairro, Autran Nunes (Auto do Bode) e no bairro vizinho , Ant. Bezerra. E a decisão de formar a banda veio da insatisfação de apenas escutar o bom e velho punk rock e partir pra cima mesmo sem muito recurso financeiro, para ensaiar ou comprar seus instrumentos, tendo em vista sempre o desabafo pessoal e social influenciadas por bandas nacionais como Os Replicantes de Porto Alegre, Garotos Podres da cidade de Mauá no ABC Paulista e Bandas internacionais como Ramones de Forest Hills, no distrito de Queens, Nova York, e The Beatles de Liverpool (Inglaterra).

 

Por que a escolha pelo nome Malditos Remanis? Por muito tempo eu falei errado com ênfase no “is”, mas e aí por que Malditos Remanis?

Na verdade no inicio, em 2009 a banda se chamava Os Remanis, e foi uma piada em cima da expressão cunhada por um amigo sequelado da banda, que queria falar ao acalmar os nervos de todos em uma discussão a seguinte frase “Galera, manére” quando na verdade chapado falou “Galera Remanis”. Daí então ficou Os Remanis. Só depois de alguns anos foi adotado o termo “Malditos” que era uma forma carinhosa de como nossos amigos nos chamavam, e através disso aderimos a ideia e fixou o nome atual Malditos Remanis.

 

Por suas canções vemos um punk debochado que fazem criticas a sociedade, mas que também não são diretamente politizadas. Sendo assim, qual a visão da banda sobre a sociedade brasileira?

A sociedade brasileira na grande parte é um povo carente. Vivemos assistindo pessoas nos dizendo como ser, como nos vestir… E por ser carente não temos recursos pra viver da forma que nos introduzem a ser … Então a violência, a corrupção … drogas … tudo … tudo é só consequência. Estamos afogados nisso, mas preferem dizer que somos felizes assim.

 

O que vocês sentem que colheram desde o lançamento do álbum Proibido Neste Local? Além disso, já que sei que tão em processo de gravação, vocês conseguem ver mudanças desde o primeiro trabalho?

Esse primeiro trabalho “Proibido Nesse Local” foi muito importante na consolidação da banda no cenário cearense, e muito bem visto pelos críticos e admiradores de punk rock em boa parte do pais, com ótimas resenhas e opiniões bastante estimulantes pra nós em sites, blogs e rádios. Foi um álbum gravado ao vivo por conta do custo, esse novo trabalho ainda sem titulo também esta sendo gravado da mesma forma, pois estamos buscando recursos através de vendas do primeiro CD, camisas e pets para custiá-lo já que são raras as apresentações de pagam cachê, e uma produção mesmo dessa forma nunca saí barata pois envolve tanto gasto com combustível, horas e horas de ensaio, fora o preço das horas de gravações. Estamos super empolgados para mostrar esse novo álbum, pois acreditamos que vai ficar ainda mais foda e indignado “se é que isso é possível rs”. No primeiro disco participaram muitos músicos amigos nossos como Junior Ribeiro, Paulo Henrique, Diego Mesquita e até o atual baixista Atilá Cavalcante, nesse segundo com a formação está fixada com Jordano Simão nos Vocais, Jean Ramone na Guitarra e Henrique marques na Bateria. Vemos o quanto a banda está mais madura e pronta pra destruir por aí!

 

Como acontece o processo de composição das músicas? Eu não imagino vocês sérios compondo canções em grupo, mas se for assim vou mudar minha imaginação rs.

Eu, Jordano, sou quem normalmente escreve as letras. Não que os outros não possam ou não tenham criatividade pra fazer o mesmo, mas quando a banda começou já tinha várias músicas feitas. Quando eu era mais novo eu gostava de escrever num diário contando como foi o meu dia, em uma semana já não tinha mais nada pra escrever… era tudo muito monótono, então passei a naturalmente… contar como me sentia e comecei a tentar fazer isso rimando como poesias… poemas e é assim q eu componho, escrevendo sobre o q eu sinto.

Como que vocês sobrevivem ao final de uma apresentação ao vivo? Não mintam porque essa é a pergunta mais séria da entrevista rs. Suas apresentações impressionam, vocês tocam feito loucos numa velocidade fudida, então como se dá suportar tanta entrega de energia assim?

Fazemos o que gostamos então não há nenhuma dificuldade em se entregar por completo as apresentações, não vamos mentir que muitas vezes é quase que insuportável levar o show até o fim, pois já não somos tão jovens e sofremos consequências dos excessos vividos na juventude. Mas sem dúvidas, mesmo quando não aguentamos mais, o que faz a gente não parar e as vezes até tocar ainda mais rápido, mesmo morrendo rs é vê nossos amigos sempre nos acompanhando nos shows cantando e bailando, isso sim motiva mais do que qualquer coisa ou substancia!

 

Massa! E gente, qual a posição da banda quanto a downloads de canções na internet?

Acreditamos que seja válido, quanto mais nossa música se dissipar melhor, talvez grandes artistas reclamem disso, por questões e direitos autorais e etc.. mas pra gente não, pelo menos por enquanto… Sabemos que isso também gera verba, como os views do youtube e os downloads das plataformas de streaming, mas no momento o queremos mesmo é que nosso som perturbe o máximo de mentes possíveis por aí…

 

O que podemos esperar dos Malditos em 2017?

Esperamos estar fazendo o melhor de nós sempre, gostamos muito da música e acreditamos que o que fazemos é contribuir pra ela oferecendo nosso humilde som. Esperamos também está lançando nosso novo disco, com mais alguns vídeos clipes e dentre as limitações, estar sempre produzindo e tocando pelos becos e vielas de qualquer lugar, para que a diversão só aumente pra ambas as partes, nós e esse maldito publico que só nos fortalece. \,,/

#letspunk  

 

Hey, não acabou. Gostaríamos de parabenizá-los pelo excelente trabalho, vocês são fodas e pedir que deixem um alô para todos que curtem seu som, aos ouvintes da #RPAlternativo e aos que acompanham a Cena Underground.

Fala galera que acompanha a Radio Ponto Alternativo, é um prazer pra nós participarmos da programação, queríamos agradecer a Cristina Braga sempre por todo apoio e agradecer também a todos vocês Malditos que estão sempre se perturbando em nossas apresentações, vocês são do caralho!!!


É isso aí! Que saber mais sobre os Malditos Remanis, visite a página deles na RPA aqui.

Se tiver afim de dizer o que achou da nossa entrevista só deixar aí nos comentários.

Até a próxima entrevista. o/

Diego Curumim, CO-Fundador da Rádio Ponto Alternativo, curto bandas de Punk em geral, a ideia é indicar uns sons que quase ninguém conhece..


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