Entrevista com a banda Ao Sul da Fronteira

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A banda de Heavy Metal/Hardcore Ao Sul da Fronteira foi fundada no ano de 2014 na cidade de Santo André, no Grande ABC paulista. Formada por Raphael Bueno (vocalista e guitarrista), Denis Lino (guitarra),Kelvin Bruno (baixo) e Vitor Monteiro (bateria), a banda Ao Sul da Fronteira vem trabalhando com suas composições próprias e já lançou a faixa “Onda deViolência” e também a “Combatendo”,Além disso, a banda Ao Sul da Fronteira participa da Independente S.A, uma organização que tem o intuito de ajudar e debater pautas sobre a músicaindependente da região e muito mais.

Como vocês se conheceram e quando decidiram formar a banda?

Em 2014, o Raphael Bueno (vocal e guitarrabase) e o Vitor Monteiro(Bateria), estudavam juntos História e Geografia na Fundação Santo André e começamos a nos reunir para fazer um som só para se divertir. Em meio aos estudos, trabalho e movimento estudantil, resolvemos começar a colocar umas ideias políticas e sociais em letras e compor uns sons. Aos poucos a ideia foi ganhando corpo ao longo de 2014. Chamamos para o baixo nosso amigo Weverton Lucas, jornalista e assessor de imprensa, que tocou com a gente um tempo mas teve que sair e hoje ajuda agente na parte de assessoria e shows. Aí depois, em 2015, entraram o Dennis Lino, guitarrista solo que a gente conheceu aqui no bairro, que acrescentou muito peso ao nosso som e solos de guitarra nas músicas e depois veio o Kelvin Bruno no baixo, o que ajudou também no peso e na estabilização do som e da formação da banda. Nossa banda funciona com opinião e voto dos 4 integrantes, sempre levando em consideração a opinião sobre o som, letra e posições ideológicas.

Já foram lançados duas faixas “Onda de Violência” e também a“Combatendo”, estão preparando cd? Alguma novidade ainda para esse ano?

As duas faixas foram digamos que remasterizadas, tiveram alguns ajustes mas planejamos sim em 2016 lançar nosso primeiro álbum, demo, ou alguns singles. Em 2015 vamos continuar compondo e fazendo shows. Também estamos montando um Home Studio Independente para fazermos nossas próprias gravações. Onda de violência e Combatendo foi composta, gravada e mixada por nós mesmos neste Home Studio. Gostamos da ideia de ser uma banda totalmente independente, e fazer tudo nós mesmos. Claro que sabemos que não se faz nada sozinho e toda ajuda externa é bem vinda também.

A banda está em atividade desde 2014, como a banda está vendo a aceitação por porte do publico a respeito das musicas lançadas.

Já faz alguns meses que estamos fazendo shows por aí e a recepção ta sendo bem positiva, pois a cada show nós vamos fazendo novos amigos e assim mais convites e oportunidades aparecem. Quando lançamos a música“Onda de violência” tivemos boas críticas de amigos e público e quando executamos nossos sons ao vivo também sentimos que a galera captou a mensagem que queremos passar e curtiu o som. Ainda estamos começando, há muito caminho pra trilhar ainda.

A banda pretende lançar material via selo ou gravadora, o que vocêspensam em relação a isso

Nós temos um Home Studio que estamos aperfeiçoando aos poucos eplanejamos lançar nesse mesmo estúdio para mostrar que bandasindependentes também podem gravar e lançar materiais a menor custo.Gravadoras e selos nós não descartamos, mas o problema é que a músicamidiática no Brasil hoje está muito mercadológica e de baixa qualidade, o Rockdeixou de ter espaço na grande mídia brasileira já faz alguns anos. Nosso somnão é comercial, não sabemos se algum dia alguma gravadora vai ter interesseno nosso som, se tiver ótimo, se não tiver, nos manteremos independentes.

Quais são as principais influencias da banda?

Temos um gosto muito eclético, que vai desde o Heavy Metal, passando pelo Hard Rock, Metalcore, Hardcore, Rock em geral. Também escutamos muita coisa de rap e hip hop, principalmente quando se mistura isso com o Metal. Bandas nacionais como Matanza, banda essa que arrebenta até hoje no país todo, o histórico Sepultura, Plebe Rude, Garotos Podres, banda punk aqui do ABC que somos todos fãs. Também escutamos genereos fora do rock, até algumas coisas de samba tipo Adoniran Barbosa. Não gostamos e rótulos nem de mentes fechadas, estamos aberto para todos os estilos e não descartamos experimentar outros estilos na nossa música no futuro.

Lendo a a letra da musica “Onda de violência” vimos que a banda faz uma critica ao Sensacionalismo, violência e manipulação de mentes, qual a visão da banda ao nosso cenário politico atual?

Entendemos que o povo brasileiro é constantemente manipulado pela grande mídia. Jornais tendenciosos, partidários, ideologias conservadoras e elitistas dominam as TV’s, grandes jornais, etc. A violência sempre existiu em São Paulo e no Brasil, não é um mero fenômeno atual. Estes jornais policiais que vemos todo dia nas TV’s por aí só reforçam este sensacionalismo e manipulação buscando audiência e não contribui em nada para solucionar o problema. Na verdade este problema só será solucionado com educação de qualidade que este país nunca teve e não tem ainda. Nossa política desagradável e decaída, nossos governantes precisam abrir os olhos para nossas cidades/país para termos algo descente e de bom para termos orgulho de onde vivemos.

Como vai a agenda da banda?

Os últimos meses foi bem corrido, muitos convites e lugares novos pra gente já que nunca saímos da região do ABC Paulista para shows, e planejamos em 2016 expandir nosso nome pelo estado ou quem sabe pelo país todo.

Nos tempo de hoje é impossível não acessar a internet, escutar e baixarmusica, qual a posição da banda sobre esse assunto?

Tem dois lados, os que baixam, de certa forma, “ilegalmente”, tem como parte conhecer novas bandas ou ter uma biblioteca musical no computador, por outro esses mesmos acabam gostando e virando fãs das bandas e acompanham eles, até ajudando a comprar CD’s e divulgando com camisetas, digamos que são fases. Acreditamos que a indústria da música precisa mudar e se atualizar, e as bandas e artistas serem cada vez mais independentes e produzirem um trabalho honesto, e a internet ajuda nisso. É um meio que já revolucionou o mercado da música nos últimos 15 anos. Não tem mais volta. A internet é uma realidade e o mundo tem que se adaptar, a musica também. Renda com venda de CDs no Brasil hoje é raro, as bandas podem buscar outras alternativas de renda como shows, produtos, etc e a internet ajuda a alavancar a divulgação.

E por ultimo glra, queria que vocês mandassem um alô pra toda glra q curte o som de vocês, a #RPAlternativo e quem acompanha a cena rock …

Agradecemos a entrevista e a oportunidade da Rádio Ponto Alternativo. Um abraço para todos de Fortaleza, do Ceará, do Nordeste e do Brasil todo que curtem nosso som e também Rock e Heavy Metal em Geral! Valeu! #RPAlternativo

Obrigado ao pessoal da Banda Ao Sul da Fronteira de Santo André, para ter sua entrevista aqui mande e-mail para radiopontoalternativo@yahoo.com e curta nosso facebook.

A Rádio Ponto Alternativo indica

Diego Curumim, CO-Fundador da Rádio Ponto Alternativo, curto bandas de Punk em geral, a ideia é indicar uns sons que quase ninguém conhece..


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