Morrissey, futebol e desastres de avião

Morrissey, futebol e desastres de avião: qual seria a ligação?

Creio que Morrissey certamente sentiu como todos nós brasileiros, a perda dos jogadores e jornalistas no desastre de avião que deixou chocada toda atmosfera terrestre.

O dia de ontem, marcado pela tragédia com a queda do avião que comportava a equipe de futebol do Chapecoense, assim como de alguns jornalistas e demais presentes no avião, nos mostra o quão é frágil a vida e o quanto ficamos atônitos, questionando o ocorrido.

Não temos o controle da vida em si, mas podemos buscar cada dia tentar ao menos, melhorar nossas ações. É lamentável notar no que se transformou certa parte do jornalismo atual, com uma guerra incessante em busca de cliques a todo custo, como fez determinados sites, não apenas hoje, mas em outras quase infinitas situações. Da mesma forma que me senti perplexo perante ao oportunismo da loja que, aparentemente havia aumentado de maneira grotesca o valor da camisa do clube, numa explícita demonstração de capitalismo selvagem. Porém, segundo eles, foi uma “programação do sistema, devido a Black Friday”. Verdade? Mentira?

Morrissey

Morrissey

O fato é que não é isto que deveria mover as pessoas, não é por isso que estamos aqui. Se por um lado há toda esta espetacularização da tragédia, mostrando o lado mais sombrio, de voyeur da desgraça que ainda habita o “ser-humano”, há também demonstrações de respeito e solidariedade. Como a união dos clubes com medidas que visam ao menos tentar atenuar um pouco, o mínimo que seja, a situação do clube Chapecoense, como do clube adversário que se propôs a abdicar da disputa e dar o título ao Chapecoense, e também das pessoas que se uniram em pensamento e oração, enviando vibrações de amor, esperança e conforto aos familiares das vítimas.

Concluindo, perante mais esta demonstração descomunal da fragilidade da vida, o que deixa ainda mais nítido, que embora nos esqueçamos cotidianamente que nela estamos apenas de passagem, cabe a cada um de nós refletirmos no que temos feito, por nós mesmos e pelo próximo. Não precisamos esperar pelo amanhã. É no agora que pulsa nosso coração, por isso, é no agora que devemos fazer o que deve ser feito. Valorizar a vida e cada um que cruza nosso caminho, absorver os ensinamentos e lições, e acumular ações positivas, não status, não EGO. E foi por isso que escrevi este texto enorme, mas sem pretensão alguma, apenas por ter sentido pulsar no coração e não querer deixar preso aqui no peito.

Morrissey e Manchester United

Para encerrar, vale a triste lembrança de que 12 anos atrás, o lendário frontman da banda britânica The Smiths, Morrissey, lançou uma canção que foi “lado B” do single “Irish Blood, English Heart”.

A canção, chamada “Munich Air Disaster 1958”, narra a catástrofe que aconteceu com a equipe de futebol do Manchester United e de jornalistas, que estavam no voo da British European Airways, que após decolagem malsucedida, se chocou contra uma estrada, grades e casas, acarretando na morte de 23 pessoas e deixando vários feridos.

A vida sem música seria um erro, e tomo a liberdade de dizer: seria ainda mais triste e cinzenta. Vida segue, reflexão que fica.

Ps: A fonte com a informação sobre o Morrissey é o site “Tenho Mais Discos Que Amigos”.
Por Luís Perossi


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Professor, redator, entusiasta da vida, skate, punkrock, Tarantino e Rocky Balboa. Positive Mental Atitude e cafeína.

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